quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Teoria das Faces

Teoria das Faces
Teoria das faces de Brown e Levinson: "Face é o amor-próprio do sujeito. Há uma face positiva e uma negativa. Aquela deriva da necessidade de ser apreciado e reconhecido pelo outro, é a boa imagem que o sujeito tem de si mesmo; esta advém da necessidade de defender o eu, é seu território. Na interação social, o indivíduo procura salvar a sua face. Por outro lado cada um dos interlocutores tem interesse em manter a face do outro, para não pôr em perigo a sua face. No entanto, há atos ameaçadores da face negativa do interlocutor, porque tentam invadir seu território (por exemplo, a ordem, o conselho, a ameaça), e atos ameaçadores da sua face positiva, porque podem ser uma tentativa de destruir a imagem do outro (por exemplo, a reprimenda, a refutação, a crítica). Há também comportamentos ameaçadores da face negativa do falante, porque podem ser considerados uma maneira de obrigar o falante a se expor (por exemplo, a promessa, a garantia, o juramento) e atos ameaçadores da sua face positiva porque destroem a sua imagem (por exemplo, confissão, pedido de perdão, autocrítica). A polidez lingüística tem por efeito diminuir os efeitos negativos dos atos ameaçadores da face, de adoçá-los." (FIORIN)

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